segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Trailer oficial Vidas Vazias e as Horas Mortas

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Mensagem da minha mãe


Mensagem da minha mãe.

Querido e amado filho Pedro, sei que neste sábado, como você sempre gosta de fazer nos fins de semana, mais uma vez está vindo aqui na nossa casa em Goiânia para me visitar. Por isso, preciso relatar dois eventos importantes que aconteceram na noite anterior, e um outro que ainda vai ocorrer. Eventos que talvez vá adiar o nosso encontro aqui neste sábado.

Mas antes de continuar, peço que não fique preocupado porque até agora nem eu mesma sei exatamente do que se trata nem a razão da visita daquele homem. Então, a partir de agora passo a relatar, em poucas palavras, o que aconteceu na noite anterior.

Estava eu já dormindo, quando ouvi batidas na porta. Acordei espantada porque já era um tanto tarde para visitas. Fui lá, abri a porta e vi um homem, desculpe falar assim, mas era um homem bem bonito, parado ali me olhando. Confesso que fiquei tentada a convidá-lo para entrar, mas não o fiz. Indaguei do que se tratava, ele serenamente respondeu que precisava ter comigo uma conversa e que era coisa urgente e importante. Mas eu disse a ele que voltasse no outro dia porque já era um pouco tarde da noite para receber visita. Ele concordou, mas perguntou que horas seria bom pra gente poder conversar. Eu respondi, que por volta das oito horas da manhã estaria bom. Ele sacudiu a cabeça, sorriu, virou-se e foi embora.

Eu voltei para minha cama pensativa, sonolenta mas como sempre, dormi profunda e tranquilamente.

Por volta das sete e quarenta me levantei, sua irmã também se levantou junto comigo. Ela foi à cozinha fazer o nosso café e eu fui ao banheiro, lavei o rosto e voltei. Ao passar pela cozinha, para minha surpresa, vi pela porta que o visitante da noite anterior estava chegando. E foi nesse momento que pude ver claramente e na luz do dia que se tratava de um anjo.

Meu Deus! Nunca tinha visto um anjo assim pessoalmente, tão claramente! Que visão maravilhosa!
Ele me chamou, mais uma vez sorriu, perguntou se podia se sentar, eu disse que sim. Ali no sofá da área, próxima cozinha, em poucas palavras, me disse que estava ali para me convidar para fazermos juntos uma longa definitiva viagem.

Querido Pedro, eu não tive como recusar, pois o que a viagem prometia era irrecusável. Ele chegou a me mostrar parte dela.


 Você nem vai acreditar, mas ali, sentados no sofá e sem que ninguém visse, ele pegou em minha mão e partimos. Eu até pensei em voltar para avisar a sua irmã, que talvez eu fosse demorar um pouco, mas ele disse que eu não me preocupasse porque ele mesmo faria isso mais tarde.

Relato também, que para que ninguém nos visse, não passamos pelo portão da saída, ao contrário, saímos voando rumo ao infinito.

Querido e amado filho Pedro, como sabe não estudei muito, mas, por mais que tivesse estudado e conhecido todas as ciências desta vida, ainda assim naquele momento me faltaria palavras e talento para descrever tudo o que via a minha frente e a felicidade que sentia naquele momento tão glorioso.

Bom, para não aumentar muito a história, ouvi dizer que em pouco tempo sua irmã me encontrou sentada ali no sofá, mas como já deve imaginar, meu corpo jazia frio, pálido e morto. Sei que você ficará muito triste com esse meu realato, mas infelizmente será assim que você também me encontrará desta vez.

Mas olha, não se preocupe, porque eu estou muitíssima bem, realizada e tomada de uma felicidade celestial, inenarrável e inexplicável. Imagino que será difícil prá você, pois sempre fomos muito amigos e era sempre você quem me fazia poesias e me contava um monte de histórias engraçadas. Mas mesmo assim, te peço para não entristecer, porque ainda vamos nos ver. Talvez não seja tão logo, creio eu, mas essa certeza que eu tenho é pura, verdadeira e cristalina.
Finalmente, me despeço aqui de você, porque pouco tenho mais a acrescentar, mas termino lhe dizendo que, se a minha estrela se apagou aí nessa terra é porque aqui onde estou ela vai brilhar eternamente e tenha certeza, pra onde você olhar lá estará ela brilhando pra você.

Querido filho Pedro Lacerda, deixo saudade de sua mãe que te amou com toda a força do seu velho é frágil coração e continuarei te amando, agora por toda a eternidade.

Fica em paz e com Deus.
Assinado, sua mãe Maria Rocha
 
(Minha amada mãe faleceu do dia 1 de dezembro de 2012, deixando um vazio enorme em nossos corações)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Diálogo (im) possível de um casal ?!!!

- Oi querido...que foi? Fala vai!!! Que cara de alegre é essa? Fala logo....fala....fala..
- Vamos jantar fora hoje?
- Direto assim? Simples assim?
- É! E é pra valer...quer ou não quer?
- Há muito tempo não me convidava, hein...o quê que houve?
- Dinheiro...ganhei um pouco mais...
- Só você mesmo...
- Então? Vai ou não vai?
- Claro que vou!!
- Que horas te pego?
- Onde vai ser?
- Na Lua...claro!
- De novo? Já tô cansada da Lua..o mesmo restaurante....não tem outro lugar?
- A gente procura um outro restaurante por lá...
- Aqui não tem mais nada mesmo?
- Só aqueles negócios desidratados, aarghuuu...comida de pobre...
- Ah! Porque deixaram isso acontecer? Acho tão chato!?
- Ô meu amor...ganhamos tanto dinheiro com as commodities...
- Mas a Lua é tão longe!!!
- Longe como meu amor? Duas horas e meia...um pulo...
- Ah! Mas mesmo assim eu gostava tanto de ficar aqui olhando a Lua...agora tenho que ficar na Lua, olhando pra Terra...
- Todo rico faz isso, querida....
- Mas não é romântico...
- Romântico?! Olha...a gente tá próximo de se acasalar...e onde a gente vai morar? Na Lua!!
- Eu prefiro ficar aqui...
- Mas aqui não tem comida meu amor...não tem água, a gente tem que ir pra Lua...
- Vamos plantar... porque você não planta? Não gasta um pouco de dinheiro plantando?
- Você ficou louca? Meu amor, eu não posso deixar de investir nosso dinheiro nas commodities, pra arriscar plantando milho, arroz, cana-de-açúcar, beterraba e mandioca...essas bobagens...
- Já teve tanta comida aqui...
- É! Teve, mas não tem mais...
- Tô com saudade...
- Mas logo agora?
- É!
- Tá todo mundo em guerra...metade já morreu de fome. Sorte a nossa que podemos ir pra Lua...
- Mas, eu não quero ter filho na Lua, não...
- Nós não vamos ter filhos na Lua não, meu amor...
- Eu vi uns modelos de lá com os olhos muito grandes...feiosos...bocudos... orelhudos...
- Eu sei! Mas nós vamos buscar um filhinho prontinho e do jeitinho que você gosta, meu amorzinho...
- Tem que ser um aqui da Terra...
- Ôôô amor...você tá querendo ter um filho com cara de Calango? É isso que você tá querendo?
- Não...mas também não quero bocudo nem orelhudo...
- Ai meu deus!!! E o jantar?
- Onde vai ser mesmo?
- Na Lua, claro!
- De novo? Não tem outro lugar?
- Jantar é jantar querida! Na Lua ou em Marte, dá tudo no mesmo. Se tiver comida dá no mesmo...
- Então, passa aqui às duas da manhã!!! E não esquece de abastecer...
- Já sei. Você é quem manda:
- Faz direitinho hein!! Oxigênio duplo na gabine, Álcool de cana-de-açúcar hidrogenado, Óleo de beterraba no câmbio, óleo de mamona no motor, e fermentado de arroz nas juntas para agüentar a temperatura. Tá!
- Eu sei...
- Ah, e leve algo pra gente ir bebendo no vôo...e não precisa se preocupar com o tira-gosto, tá muito caro. Deus me livre, ta o olho da cara!

By : Pedro Lacerda

domingo, 16 de dezembro de 2007

Apresentação

Caros amigos,
Meu nome é Pedro Lacerda e meu e.mail é pedrocinema@ibest.com.br, já realizei três curtas, fui o diretor responsável pela finalização do longa "FUGA SEM DESTINO" que o falecido cineasta Afonso Brazza deixou incabado, atuei em vários longas e agora finalizei o meu primeiro longa: "Vidas Vazias e as Horas Mortas", e concluindo um outro roteiro de longa intitulado, "Rua das Lágrimas, 25" e também preparando um documentário, este ainda sem título definitivo. "É caminhando que se faz o caminho".